terça-feira, 9 de agosto de 2016

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terça-feira, 8 de março de 2016

Mulheres do Zodíaco



Mulher de Áries: Guerreira

Mulher de Touro: Produtiva

Mulher de Gêmeos:  Amiga

Mulher de Câncer: Mãe

Mulher de Leão: Rainha

Mulher de Virgem: Prestativa

Mulher de Libra: Bonita

Mulher de Escorpião: Mistério

Mulher de Sagitário: Aventureira

Mulher de Capricórnio; Executiva

Mulher de Aquário: Exótica

Mulher de Peixes: Sensível

segunda-feira, 7 de março de 2016

Calendário wicca Março



Lua de Tempestade (Março)
A Lua do Olho Interior - O dom de enxergar além das aparências é inerente a todos os bruxos. Em
março, na Lua do Olho Interior, você poderá trabalhar sua capacidade de enxergar as verdades que
estão ocultas. Para que essa sensibilidade se manifeste, porém , você precisará aperfeiçoar sua
relação com o mundo. Diariamente, exercite esse dom de "observar" o universo:
1. Ao acordar, dirija-se à janela e olhe o dia. Perceba como está o tempo. Chove? Faz Sol? Olhe
bem para o céu.
2. Ao tomar o café da manhã, "sinta" o sabor dos alimentos. Comente com os outros o que você está
sentindo.
3. Ao sair de casa, observe atentamente o caminho, parando sempre que alguma coisa chamar sua
atenção.
4. Cumprimente gentilmente todas as pessoas que passarem por você, mesmo aquelas a quem não
conhece.
5. Ao encontrar um amigo, converse com ele e diga o quanto está feliz por vê-lo.
6. Dê atenção a todos animal que encontrar.
7. Ao entardecer, suspenda suas atividades e observe o dia que termina. Perceba as cores, os sons,
os cheiros, os movimentos da natureza.

8. Ao jantar, converse com os outros sobre os acontecimentos do dia e agradeça pelo alimento que
agora você come.
9. Antes de dormir, "converse" com a noite e diga-lhe que você deseja ampliar sua visão interior.
1° de março - Matronália em Roma e na Grécia; um festival de Hera e Juno Lucina. Entre os Celtas,
o Festival de Rhinnon
4 de março - Na Grécia, Antestéria, o festival das flores; dedicado a Flora e Hécade.
5 de março - Celebração de Ísis como a protetora dos navegantes, barcos, pesca e da jornada final
da vida.
14 de março - Diásia, para proteger-se da pobreza, na Grécia.
17 de março - Festival de Astarde em Canaã. Em Roma, a Liberália, o festival feminino da
liberdade.
18 de março - Dia de Sheelah a Irlanda, em honra a Sheelah-na-Gig, a deusa de fertilidade.
19-23 de março - O panateneu Menor na Grécia, m honra a Atena.
20 março - No Egito, o festival da colheita de Primavera, honrando a Ísis.
21 de março - Equinócio de Primavera. Festival de Kore e Deméter na Grécia. Durante quatro dias,
após o equinócio, Minerva era homenageada em Roma.
22-27 de março - Hilária, festivais em honra a Cibele, na Grécia.
23 de março - Quinquátria, o nascimento de Atena/Minerva em Roma.
29 de março - Delfínia, ou Ártemis Soteira, festival de Ártemis na Grécia Expulsão dos maus
demônios no Tibete.
30 de março - Festival de Eostre, a deusa germânicada Primavera, renascimento, fertilidade, e da
Lua.
31 de março - Festival romano de Luna, a deusa da Lua.
Na Lua Cheia temos o festival do Barco Dragão na China.



Fonte: O livros das Sombras

Wicca - Gato Místico

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Os astros em relação as plantas!!!

 

 



Cada hora do dia tem seu planeta, e eles distribuem suas influências numa determinada hora, por isso é preciso escolher a hora apropriada para cada feitiço.

Essas influências se manifestam em todas as formas de vida: nos animais, nas plantas, seres humanos e até nas pedras.

Como a cozinha trabalha muito com o reino vegetal, se fizermos uma salada verde, já sabemos que teremos como dominante a influência lunar, pois todas as folhas pertencem à lua.

A fase da lua e o signo do zodíaco em que a lua se encontra quando plantamos uma erva são extremamente importantes.

A maioria das ervas deve ser plantada na Lua nova ou na crescente, e no signo de câncer, peixes ou escorpião.

São excessões:

Alho: deve-se plantar durante a lua cheia ou crescente no signo de escorpião ou sagitário.

Salsa: plantar durante a lua nova no signo de peixes, câncer, libra ou escorpião.

Sálvia: plantar durante a lua cheia no signo de peixes, escorpião ou câncer.

Valeriana: plantar durante a lua nova ou crescente no signo de gêmeos ou virgem.

Correspondências dos astros com Legumes, Ervas, Frutas, Cereais e Verduras:

Sol: Angélica, açafrão, alecrim, canela, cardamomo, cevada, couve, cravo da índia, semente de girassol, laranja, louro, manjerona, palmito, salva, tomilho e trigo.

Lua: Abóbora, alface, aveia, beldroenga, berinjela, melancia, melão, semente de papoula, pepino e repolho.

Mercúrio: Acelga, anis, camomila, cenoura, chicória, endívia, ligústica e serralha.

Vênus: Agrião, amêndoa, coentro, couve flor, espinafre, limão, maçã, melissa, rosa e verbena.

Marte: Absinto, aipo, alcachofra, alho, alho porró, artemísia, aspargo, bardana, cebola, cebolinha, favas, hortelã, manjericão, mostarda, noz moscada, pimentas, rábano, ruibarbo, taioba e urtiga.

Júpiter: Ameixa, amora, beterraba, cereja, gergilim, marmelo, morango, rabanete e trigo sarraceno.

Saturno: Arruda, comilho, funcho e salsa.

É importante lembrar que a mentalização do objetivo a ser alcançado é fundamental na preparação de qualquer receita, feitiço ou encantamento.

Para fazer a colheita, use um punhal ou átame consagrado. 


Peça permissão e agradeça à Mãe Natureza por poder colhê-las e utilizá-las.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Afirmação do Dia!!!!




Minha vida é iluminada.

Meus olhos estão atentos para o que a Luz Divina me revela.

Meu coração está pronto para acolher tudo o que é belo, verdadeiro e amoroso.

Realizo as mudanças e limpezas que são necessárias com coragem e determinação.

Eu Sou a Verdade.

 Eu sou a Pureza que Deus deseja!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mitologia em gotas:Hemera, a divindade que traz o dia.





Hemera era a personificação do dia, uma divindade feminina filha de Erebus e Nyx, os deuses da noite e da escuridão. Ela era a guardiã das fronteiras, entre o mundo onde chegava a luz e o mundo das sombras. Nascida junto de Ether - a luz celestial e das Hespérides - o entardecer, do romance com seu irmão Ether nasceu uma filha, Tálassa, a personificação feminina do Mar Mediterrâneo. Também gerou outros seres não antropomorfizados: A Tristeza, a Cólera, a Mentira, etc.

Hemera e as Hespérides nasceram para ajudar Nyx a não se cansar, assim nasceu o ciclo diário: Hemera trazia o dia e se relacionava com Eos - a aurora. Helios - o Sol e as Hespérides traziam a tarde e se relacionava com Selene, a Lua. Nyx traria a noite absoluta. Todas estas deidades em conjunto conduziam à dança das horas.

Algumas tradições colocam Ether e Hemera como pais de Urano e de Gaia, logo ela seria a semente de quase todos os deuses gregos. Momentos antes de Hemera conceber Urano e Gaia, ouviram-se grandes estrondos por todo Universo, como se o céu estivesse sendo influenciado pela deusa; isso devido à forte ligação com Ether.

Hemera habita junto com sua mãe Nyx além do Oceano no extremo do Ocidente. Lá, um grande muro separa as portas do inferno do mundo visível. Atrás do muro há o grande palácio onde ambas residem, mas nunca estão juntas. Quando Hemera sai, sua mãe permanece esperando até a hora de lançar a noite sobre o mundo. Quando Hemera retorna, cruza sobre o muro e cumprimenta sua mãe, que sai para correr pelo mundo. Nunca o palácio fecha para ambas...

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O mito de Hemera serve para refletirmos sobre a dança das horas. O dia de amanhã nunca será igual ao dia de hoje, porque entre os dois há uma noite (Nyx) que tudo pode modificar. Podemos acreditar que a vida nos oferecerá no futuro dias iguais ao de ontem e hoje. Mera ilusão, se prestarmos atenção vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. 

Carpe Diem quer dizer colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã porque acontece sempre no presente. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nenhum dia é igual e a cada dia somos diferentes porque estamos em constante processo de mudança.

Carpe Diem! Aproveite o seu dia. Torne a sua vida extraordinária. Agarre as oportunidades que todos os dias estão chegando. Hoje foi um futuro daquilo que você já esperou tanto no passado. O ideal nunca chega; hoje é o dia ideal para quem o faz ideal. Viva o hoje, viver amanhã é tarde demais. Tudo que temos é o agora. O hoje bem vivido nos prepara tanto para as oportunidades quanto para os obstáculos de amanhã.

Carpe Diem! Aproveite o dia e reflita as cores de Deus para seu mundo. Dentro de você há potencial colocado pelo sopro divino. Não o guarde em segredo. Comece a viver hoje o potencial que Deus lhe deu. O mundo é cheio de coisas mágicas pacientemente esperando que nossa percepção fique mais aguçada. O mundo é sua ostra; no meio das dificuldades encontre a sua pérola. 

Aproveite bem o seu dia e extraia dele todos os bons sentimentos possíveis, não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer, demonstre, seja você mesmo. Não guarde lixo emocional, não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso, ria de tudo e até de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos. Seja feliz hoje. O dia de ontem é uma lembrança, o dia de amanhã é uma ilusão, só existe o dia de hoje...



Fonte:http://eventosmitologiagrega.blogspot.com.br/




sexta-feira, 17 de abril de 2015

Sal Magico!!

 
 
O  uso do sal grosso é destinado a limpeza em banhos e proteção do ambiente em potes, certo!

Agora vamos unir as forças do sal grosso com ingredientes que unidos protegem e despertam sua vida amorosa.

Não somente no romance, mas também em magias de relacionamentos familiares, em escritórios, salas de aula, com amigos, enfim, onde necessite de mais amor em convivências.

Esses sais irão promover o amor, o casamento, a fertilidade, as risadas, a diversão, a abundância e a proteção do amor.

Também auxiliam no dinheiro, riqueza, beleza e criatividade… tá bom, né!!!


  Vamos aos ingredientes:


Uma vasilha bonita,
 
 Sal Grosso ,

Pétalas de rosa seca,

Gotinhas De essência de damiana ou lavanda

Conchas do Mar pequeninas,

Flores de Hibisco,

Sementes de Anis.
Corante da cor que lhe agrada


Pronto, basta misturar bem e dispor em uma vasilha decorativa e deixar no ambiente principal onde deseja obter paz no amor.



Use seu instinto na montagem!


Fonte: Simplesmente Wicca

Limpeza energetica do lar!!


As energias se acumulam em tudo o que possuímos.
Tanto podemos cultivar as energias positivas quanto as energias negativas.

Sua casa precisa estar em harmonia para que as energias positivas façam a diferença em sua vida.

Dica: Entulhos, lixo, materiais que não são mais utilizados, poeira, lodo, desordem e sujeira devem ser retirados e/ou organizados na casa ou no quintal.

Espíritos sem Luz e Obsessores encontram morada nesses lugares. Portanto troque o que não tem vida por plantas e flores...os anjos adoram!

Para auxiliar na limpeza use: álcool de eucalipto e anil líquido diluído em água para desimpregnar paredes, janelas e piso.
Se você tem um altar em casa mantenha seu portal sempre sem poeira. 
Os Deuses e as Deusas agradecem esse carinho!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Guirlandas


A origem da guirlanda natalina, ou coroa de Natal, é anterior ao cristianismo. Ainda na época dos gregos pagãos, elas eram colocadas nas portas de entrada como um “adorno de chamamento” aos deuses, ou seja, um sinal de boas-vindas.

Já na Roma Antiga, um ramo de plantas enrolado no formato de coroa era um voto de saúde. Posicionando-a na porta de casa, significava saúde para todos os habitantes.

Um pouco depois, na Idade Média, a sua relação com o Natal ainda não era muito forte. Também como símbolo de boas-vindas, era exposta na porta dos lares durante o ano inteiro com o brasão familiar. Além disso, ela servia de proteção contra bruxas, demônios e má-sorte.

Sempre carregando um significado bom, hoje a guirlanda é utilizada como decoração de Natal. Representando paz, prosperidade, evolução e recomeço, elas continuam adornando a porta de entrada de lares ao redor do mundo.



“A guirlanda é um símbolo de proteção. No Antigo Egito as guirlandas eram confeccionadas para serem colocadas nas portas dos templos, usadas como adornos de cabeça e como enfeites nas múltiplas festividades religiosas. Na Roma Antiga, um ramo de plantas enrolado no formato de coroa era um voto de saúde e quando posicionada na porta de casa significava saúde para todos os habitantes.Na Índia Média ela também era considerada como um símbolo de boas-vindas e era exposta nos lares durante o ano inteiro juntamente com o brasão familiar. Além disso, ela servia de proteção contra demônios e má sorte.Hoje em dia, a guirlanda ainda resgata o significado ancestral de símbolo de boas-vindas, de proteção e de abundância.Colocar uma guirlanda na porta de casa é sempre uma visão carinhosa de boas intenções, representando paz, prosperidade, evolução e recomeço, por isso elas continuam adornando a porta de entrada de lares ao redor do mundo no Natal e em todos os dias do ano.”




Bibliografia
• Bakos,Margaret M. Fatos e Mitos do Antigo Egito, Ed. PUCRS
• Nery, Israel José. O Natal e seus símbolos, Ed. Vozes, 1978

Yule



Hoje é Yule. 

É comemorado no Solstício de Inverno, que é a noite mais longa do ano. Depois desta noite, as noites vão começar a ficar mais curto e mais dias.

 É o renascimento da Sun.

A cada seis meses há um Solstice. No solstício de verão o dia mais longo do ano, a Lua Sun assume o controle dos céus e os dias ficam mais curtos e noites mais, as partidas a frio mais para, em conjunto e e vegetação sobre a terra começa a morrer. No solstício de inverno enceramento Sun assume e as noites começam a ficar mais curtos e os dias mais longos, é um sinal de que a Primavera está a poucos meses de distância, onde a vida vai começar uma nova ea terra vai começar a flor e flor.

Em Yule comemoramos o retorno de enceramento Sun. Em Wicca é o nascimento do Deus Sol, que tem muitos nomes, Cernunnos, The Oak Rei, Apollo, Sol, Freyr, Horus, Mithras e muito mais. A Deusa dá à luz a ele nesta noite, ela se sacrifica para dar vida ao Senhor da Luz para garantir a sobrevivência de terras.

Na antiga tradição Yule foi comemorado com um grande fogo, onde pessoas da cidade e aldeões iria dedicar-lo para o Deus Sol. Eles iriam encher sua casa com sempre-vivas e uma árvore verde para mostrar que mesmo que a terra é estéril e morto, a vida é ainda florescente, eles iriam decorar a árvore e sua casa com objetos brilhantes para incentivar o sol brilhar Deus.

Usamos Holly e Mistletoe em Yule como símbolos da fertilidade do Deus e da Deusa à medida que crescem no inverno. As bagas vermelhas do azevinho representa o sangue da Deusa e as bagas brancas de Mistletoe representar o sêmen do Deus para garantir a Primavera saudável e colher para vir.

O Solstício de Inverno foi comemorado por muitas culturas antigas um dos mais famosos sendo Saturnalia e mais modernamente Natal e Hanukkah.

Yule é uma celebração da luz, e do Sol e é a vida dando propriedades sobre a terra. É um tempo para se alegrar e ser grato por tudo o que temos e para reunir forças para o novo ano. É um tempo para refletir sobre o ano que passou e olhar para o futuro.

Hoje à noite uma fogueira de Carvalho, em honra do Deus Sol e falar seus desejos para ele das chamas para o novo ano que vem

Comer...beber e ser feliz.

Bênçãos de Yule a todos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Simbologia Céltica.



Durante séculos, os símbolos e sinais Celtas detinham um incrível poder para os antigos celtas em todos os sentidos da vida. Hoje, podemos aprender sobre esse poder e utilizá-lo, compreendendo a linguagem dos símbolos celtas.


Pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, tido como sagrado na cultura celta. Desde as formas mais simples às mais compostas, encontraremos um padrão exato de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos do homem e aos fenômenos da natureza. Os símbolos celtas, geralmente, são formados de espirais simples, duplas e triplos.

As manifestações artísticas celtas possuem marcante originalidade, embora denotem influências asiáticas e das civilizações do Mediterrâneo (grega etrusca e romana). Há uma nítida tendência abstrata na decoração de peças, com figuras em espiral, volutas e desenhos geométricos. Entre os objetos inumados, destacam-se peças ricamente adornadas em bronze, prata e ouro, com incisões, relevos e motivos entalhados. A influência da arte celta está ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do noroeste europeu, na música e arquitetura de boa parte da Europa ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do ocidente europeu têm origem na cultura dos celtas.

A escrita, desenvolvida tardiamente (alfabeto ogâmico), era considerada mágica, e somente os seus sacerdotes a aprendiam, os famosos druidas. Antes disto, toda a cultura era passada oralmente e, por isso, muito do que sabemos hoje é uma mínima parte da real contribuição deste povo para a humanidade e ainda assim misturada com o paganismo clássico e com o cristianismo.





Nós Celtas

Existem poucas informações à respeito dos nós e de sua exata simbologia de acordo com cada tipo de dobradura. Mas o que pode concluir a partir do que se tem é que os celtas exprimiam com este tipo de desenho a ideia de que tudo está ligado, amarrado e de forma simbiótica, a evolução de todos se dá de forma conjunta. É um símbolo da igualdade de essências e da interconexão de toda a vida (como vindo de uma coisa só).



Claddagh

Como quase tudo o que se tem da cultura dos celtas, a simbologia do Anel Claddagh está inserida em uma lenda: Por volta do século XVI um jovem ourives apaixonado de Galway chamado Richard Joyce foi raptado por piratas. Pensando na sua donzela, ele desenhou um anel para expressar o que ele sentia. Consistia num coração, como expressão do amor, uma coroa como sua lealdade e em mãos como amizade. Ao retornar após cinco anos, ficou extasiado ao saber que ela não havia se casado, e a presenteou com o anel. O Claddagh tem sido considerado um presente de casamento desde então. Outras lendas dizem que o desenho foi trazido das Cruzadas por um rapaz capturado pelos Sarracenos. Qualquer que seja a história, se tornou um forte símbolo de afeição. O coração no centro do desenho representa o amor, as mãos que o circundam representam a amizade, e a coroa em cima (se presente) simboliza fidelidade. Os Claddagh são usados na mão esquerda, virados para o corpo, se seu coração já foi conquistado. Se não, usa-se o anel na mão direita, virado para a unha.




Cruz Celta


O Símbolo da cruz, bem mais antigo que o cristianismo era uma das principais formas de expressão artística entre os celtas. É seguida em sua base por um círculo, que representa a unicidade e o ciclo eterno. Associada à coragem e ao heroísmo, a cruz celta ajuda a superar obstáculos e a conquistar vitórias graças aos próprios esforços. Atrai reconhecimento, fama e riqueza, mas essas bênçãos só são garantidas para quem trabalha com afinco e dedicação. Por isso, a cruz celta também concede força de vontade e disposição. A divindade relacionada a esse talismã é Lug, o Senhor da Criação na mitologia celta.




Triquetra


É um símbolo usado na magia, na bruxaria e na Wicca, e representam as três faces da Grande Mãe, a energia criadora do universo, cujas três faces são a Virgem, a Mãe e a Anciã. Também representava as estações do ano, que antigamente era dividido em três fases, primavera, verão e inverno. A triquetra, em latim triquætra, é similar a um tríscele e pode ser interpretada como uma representação do Infinito nas três dimensões ou a Eternidade. Era um símbolo muito comum na civilização Celta devido o seu enorme poder de proteção. Encontrado inscrito em pedras, capacetes e armaduras de guerra, era interpretado como a interconexão e interpenetração dos níveis Físico, Mental e Espiritual. O círculo no meio, assim como no pentagrama, representa a perfeição e a precisão. Plagiado pelo Cristianismo, este símbolo passou a representar a trindade cristã, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.





Triskelion ou Triskel


Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", e, de fato, este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida e do universo. Na cultura celta é dedicado à Manannán Mac Lir, o Senhor dos Portais entre os mundos.

Tudo indica que o número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.

O triskelion também é conhecido por triskle ou triskele, tríscele, triskel, threefold ou espiral tripla, e possui dois grandes aspectos principais de simbolismo implícitos em sua representação, que são:

- Simbologia ligada ao constante movimento de ir, representando: a ação, o progresso, a evolução, a criação e os ciclos de crescimento.

- Simbologia ligada às representações da triplicidade: Corpo, Mente e Espírito; Passado, Presente e Futuro; Primavera, Verão e Inverno... Os ciclos de transformação.

Os nós celtas são variantes entrelaçadas de símbolos do mundo pré-céltico, germânico e céltico.

Representação dos Três Reinos

O número três nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham o mundo celta – e por sua vez, formavam os Três Reinos, vistos da seguinte forma:

- O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam a terra. Representa a luz, a inspiração (o fogo na cabeça) e os Deuses da criação.

- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores. Representa o solo, a raíz e os Espíritos da Natureza.

- O Mar, é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.

Essa cosmologia não-dualista é bem diferente dos quatros elementos da visão grega, pois os celtas viam tudo na forma de tríades. Os três reinos representam locais onde há vida e o fogo é a alma que caminha entre eles. Além disso, cada reino era relacionado a um grande caldeirão sustentado por três pernas, que por sua vez, possuíam três atributos diferentes.

Apesar de não haver um mito de criação como outras culturas indo-europeias, havia entre eles a ideia dos Três Mundos, como citamos anteriormente, descritos como:

- O Mundo Celestial: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem. Associado aos Deuses da criação.

- O Mundo Intermediário: onde nós e a natureza vivemos. Associado aos espíritos da natureza.

- O Submundo: onde os ancestrais e os seres feéricos vivem. Associado ao Outro Mundo.

Portanto, as três pontas do triskelion eram associadas aos Três Reinos ou aos Três Mundos e ao fluxo das estações. E, numa versão moderna, às três fases da Lua vistas no céu: Crescente, Cheia e Minguante.

Com as mesmas características observadas nas espirais, seu movimento a partir do centro, pode ser descrito como no sentido horário ou anti-horário. Simbolicamente, o sentido horário: representa a expansão e crescimento e o sentido anti-horário: a proteção e o recolhimento.
"Tendo em consideração o número três, símbolo sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão." Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.

De um modo geral este símbolo está associado ao crescimento pessoal, ao desenvolvimento humano, o fluir da consciência e da expansão espiritual.


Triluna

A Triluna representa os aspectos da Deusa; Virgem, Mãe e Anciã. O símbolo começou a ser utilizado com o surgimento da  Wicca e das correntes New Age e neopagãs, e não possui relatos muito significativos entre povos antigos. Os antigos povos que adoravam deusas lunares comumente desenhavam círculos ou semi círculos (meia luas) como alusão a lua, mas não exatamente da forma como a triluna. É atualmente muito usado pelas correntes neopagãs para simbolizar a polaridade feminina, tida como grande mãe, e seus aspectos de transformação em relação à lua, Virgem-lua crescente; Mãe – Lua Cheia e Anciã – Lua Negra. Serve como símbolo da Deusa e como um evocador de bênçãos da mesma.





Triquetra, Triskle e Triluna


As três fases divinas da mulher: A Donzela, A Mãe e A Anciã, foram altamente cultuadas por esta civilização. Também representam as três fases do ciclo da vida: nascer, viver e morrer e ainda os três mundos conhecidos: a terra, o céu e o mar. No ser humano representam o corpo, a mente e o espírito, bem como a interconexão e interpenetração dos níveis Físicos, Mental e Espiritual. Os Celtas consideravam o três como um número sagrado. A antiga divisão do ano em três estações – primavera, verão e inverno – pode ter tido seu efeito na triplicação de uma deusa da fertilidade com a qual o curso das estações era associado. Também associada às três fases da Lua.




Espirais Celtas


As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme pesquisas, também são representações exatas de configurações planetárias visíveis, de estrelas mais brilhantes, de eclipses solares e lunares. Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo, sem começo e nem fim. As espirais celtas são encontradas em vários artefatos e construções antigas. Geralmente, representam o equilíbrio do universo dentro de nós, ou seja, o equilíbrio espiritual interior e a consciência exterior. Elas formam um padrão que começa pelo centro e se deslocam para fora ou para dentro, conforme a sua configuração. 

As espirais com movimentos no sentido horário estão associadas ao Sol e a harmonia com a Terra ou movimentos que representam à expansão e à atração, em relação ao centro. Por outro lado, as espirais com movimentos no sentido anti-horário estão associadas à manipulação dos elementos da natureza e aos encantamentos que visam à interiorização e à transmutação de energias, assim como a proteção.

Lembrando que entre os celtas, mover-se em torno de um objeto em sentido anti-horário era considerado como mau agouro. 

"As Espirais da Vida" que representam, de um modo geral, o ciclo da vida, da morte e do renascimento. As espirais da vida são belas representações da eternidade da alma!






Awen


Símbolo da triplicidade, cada um dos pontos são as posições do sol nascente no Solstício de inverno, nos Equinócios e no solstício de Verão, as linhas ou raios parte da luz do sol, que estimula a vida e dá inspiração. Símbolo do Druidismo moderno representa a inspiração e as três classes druídicas: Bardos, Ovates e Druidas. Também pode ser representado como o primeiro e terceiro raio que representa a energia masculina e feminina. O raio médio representa o equilíbrio de ambas às energias e o símbolo de fogo Arwen é o símbolo com os 3 raios para baixo.


 

Cinco Vezes
Esse padrão também representa o equilíbrio. Os quatro círculos externos simbolizam os quatro elementos: terra, fogo, água, ar. O círculo do meio une todos os elementos com o objetivo de alcançar o equilíbrio entre os quatro elementos ou energias.





Árvore da Vida


As árvores por si sós já eram sagradas para os Druidas. Este símbolo representa também a transmutação e o regresso ao mesmo ponto, um ciclo interminável e natural, pelo fato de as raízes e a copa estarem unidas. Podemos retirar também a relação com os Mundos (Supramundo, Mundo e Submundo). O fato de o Superior e o Inferior estarem unidos por nós nada mais é que a afirmação “o que há em cima, há em baixo”. As árvores, além de guardar os mistérios do universo, são os portais para o mundo dos Deuses. Elas representam o equilíbrio e elo entre os elementos da natureza. A Yggdrassil para os Nórdicos era uma árvore colossal que sustentava todos os mundos e reinos. Os druidas cultuavam o mesmo e por isso que eram os “Sábios das Árvores”.


A palavra Druida significa “Aquele que tem conhecimento do Carvalho”.
O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.
É importante dissociar as palavras “Druida” de “Celta” porque muita gente faz confusão. Celta é o nome do povo, enquanto Druida é o nome dado a uma casta de sacerdotes especiais que viviam entre os celtas e agiam como conselheiros destes. É a mesma relação entre “judeus” e “rabinos”. 

A ligação dos Druidas com as Árvores se dá ao tratamento de respeito e troca que se praticava nos tempos antigos, sabendo-se que a madeira era o único combustível, usada também na construção de casas. A madeira era utilizada com respeito e honra, compreendida como sagrada e mantedora da vida.

A vida cotidiana de um Druida estava apoiada na estrita subserviência a estas regras e na observação da natureza, onde descobriram os usos medicinais; o respeito pelos bosques como lugares sagrados era outra de suas ocupações, para o qual contaram com o apoio da aristocracia militar das comunidades celtas.

O hermetismo destes ritos, assim como seu caráter oral, fazia com que a capacidade mais admirada pelos druidas fosse sua memória, por isso seus sucessores na tribo deviam se destacar desde jovens nesse sentido, além de jurar honrar sempre aos deuses (o conhecimento era secreto), não obrar imprudentemente e estar sempre disponíveis para os serviços que demandasse a comunidade.




Fontes: Templo de Avalon; Caminho Celta